2018-05-24

concurso nacional de leitura - fase distrital

Em mais uma festa da leitura, estivemos presentes na fase municipal da área metropolitana de Lisboa do concurso nacional de leitura, que se realizou hoje em Almada. A representante do ensino secundário do concelho de Odivelas foi, como noticiámos antes, a nossa aluna Bruna Pinto do 10.ºCT2. Para o concurso, os alunos do secundário tiveram que ler O carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta, livro que está presente no nosso fundo documental e que nos fala na importância das metáforas, do amor e da liberdade. 
Vamos ver se, para o ano, conseguimos levar mais gente que lê a estas festas.

2018-05-15

Grandes livros na Biblioteca: Cervantes, Dom Quixote de la Mancha







É-nos dito no primeiro capítulo «que trata da condição e exercício do famoso e valente fidalgo Dom Quixote de la Mancha» e começa assim: «Num lugar da Mancha, de cujo nome não quero lembrar-me, vivia um fidalgo desses de lança no cabide, adarga antiga, rocim magro e galgo corredor. Um cozido com mais vaca que carneiro, salpicão as mais das noites, lutos e quebrantos aos sábados, lentilhas às sextas-feiras, algum borracho acrescentado aos domingos, consumiam três partes da sua fazenda». O engenhoso fidalgo Dom Quixote dela Mancha de Miguel Cervantes começou a ser publicado em 1605, tendo uma segunda parte publicada em 1615, é considerado, por muitos, como o primeiro romance moderno. A Biblioteca da Secundária tem três exemplares desta obra, sendo a que citámos a edição do Expresso de 2005 com tradução de Miguel Serras Pereira e ilustrações de Júlio Pomar.

2018-04-17

Concurso Nacional de Leitura - Fase Regional






 A nossa aluna Bruna Pinto, do 10.ºCT2, é a representante do ensino secundário das escolas do concelho de Odivelas à fase intermunicipal que se realizará em Almada, no dia 24 de maio. 
A prova concelhia realizou-se hoje, dia 17, na Biblioteca Municipal Dom Dinis. Nas fotos, além da nossa aluna a receber o seu prémio, os alunos participantes nas eliminatórias dos diferentes ciclos de ensino (entre os quais, Diogo Santos, do 9.ºB, o nosso representante do 3.ºciclo) com os escritores Manuela Ribeiro e Fernando Fernandes.

grandes livros na biblioteca - Milton, Paraíso perdido








Publicado pela primeira vez em 1674, Paraíso Perdido (Paradise Lost) de John Milton é um poema épico escrito em doze cantos (ou livros) em verso decassílabo e rima branca. O seu argumento é dito logo no início da obra: «Este livro propõe, primeiro em resumo, o assunto geral, a desobediência do homem, e a respectiva perda do Paraíso onde fora posto. Depois aborda a primeira causa da sua queda, a Serpente, ou antes Satanás na Serpente; o qual rebelando-se contra Deus, e acompanhado por muitas legiões de anjos, foi por ordem de Deus expulso do Céu e lançado ao grande fosso.» O exemplar da biblioteca é a edição bilingue da Cotovia, traduzida por Daniel Jonas.

2018-04-09

2018-04-07

Ler ciência - livros lidos


Rómulo de Carvalho, Física dia a dia, Relógio d´Água, 2013





Este livro, publicado pela primeira vez em 1968 sob o nome de Física para o Povo com dois volumes e reeditado novamente na década de 90 como Física no Dia-a-Dia, veio responder a uma grande necessidade: um livro científico, claro, simples e mais informal. Foi escrito por Rómulo de Carvalho, o homem por detrás do pseudónimo António Gedeão, e começa cada capítulo com uma pergunta quotidiana relacionada com a Física à qual se dedica a responder de forma acessível. Desde bússolas DIY a ferver água numa caixinha de papel, Rómulo de Carvalho está disposto a ensinar-nos tudo, uma vez que é preciso recordarmo-nos de que a Física pode ser para todos, só é preciso termos curiosidade suficiente.
O que mais gostei no livro foi efetivamente a sua simplicidade, a maneira como o autor consegue desmistificar a Física, tornando-a fácil de entender para qualquer pessoa. Como se se tratasse de uma complicada estrutura de legos que vamos construindo, sem pressão, peça a peça. Com cada capítulo, abordamos um novo tópico, mais complicado ou não, que se traduz muitas vezes em experiências que o autor incentiva o seu “caro amigo”, isto é, o leitor, a realizar para que entenda ainda melhor aquilo que se tenta transmitir. Não obstante, considero que a minha expectativa era diferente em termos do conteúdo em si. O livro mostrou-se ser bastante simples, atrevo-me a dizer que para mim, era-o até demais. Compreendo que a natureza e o objetivo do livro sejam isso mesmo, no entanto acabaram por prejudicar a minha experiência de leitura no geral.
Em conclusão, recomendo o livro especialmente para quem tem poucos conhecimentos na área da Física e é curioso sobre o assunto, já que não podemos deixar de notar a excecional acessibilidade e a ampla abordagem de temáticas que encontramos. Assim, e com o seu sentido de humor simultaneamente subtil e divertido, Rómulo de Carvalho dá-nos mais provas do seu incessável amor pela ciência e pelo ensino.

Teresa Fernandes, 12.º CT2

Ler ciência - livros lidos




Richard Philips Feynman, Nem sempre a brincar, Sr. Feynman. Lisboa: Gradiva,1994 



                Eu sempre tive problemas a escolher um bom livro para ler e sentia que nunca gostava dos livros que lia. Decidi falar com a minha professora de Física para saber a sua opinião e ela recomendou-me alguns livros, sendo um deles: Nem sempre a brincar, Sr. Feynman. Acabei por ler o primeiro capítulo e fiquei logo agarrado à primeira e maravilhosa história que Feynman partilha connosco.
Esta obra autobiográfica de Richard Feynman conta-nos memórias de infância e alguns dos mais hilariantes e emocionais episódios da vida deste excelente físico. Feynman é capaz, com uma enorme simplicidade na escrita e de forma bastante engraçada ensinar ao leitor algumas lições de vida e prendê-lo ao livro de forma a que queira saber tudo sobre o próprio autor.
Na minha opinião este livro é excecionalmente bom. É simplesmente brilhante a forma como Feynman partilha connosco a sua vida e a sua forma de pensar! Todos os episódios cativam bastante o leitor e com certeza que irão cativar-te também!

Francisco Costa , 12º CT2

Ler ciência - livros lidos 2018





Stephen Hawking, Breve História do Tempo. Lisboa: Gradiva, 2000.






Eu escolhi este livro, porque quando li a contracapa do livro, interessaram-me os conteúdos que o livro abordava tais como “As viagens no tempo” e a “A quântica”.
O livro trata dos conteúdos já referidos, e também faz referência aos primeiros físicos e as suas teorias comparando-as com as teorias atuais. Com este livro aprofundei os meus conhecimentos ao nível da quântica e ao nível da possibilidade das viagens temporais.
O autor aborda os temas de uma forma clara tornando os temas difíceis em termos de compreensão em temas de fácil compreensão proporcionando assim ao leitor uma experiência de leitura mais completa.

Rodrigo Alves, 12.º CT

 

Ler ciência- Livros lidos

TYSON, Neil deGrasse - Astrofísica para gente com pressa - Uma viagem rápida e iluminante ao cosmos. . Lisboa: Gradiva, 2017




Astrofísica para gente com pressa trata-se de um livro onde Neil de Grasse Tyson procura esclarecer, em breves explicações, os mais variados temas relacionados com o Universo. Em 12 capítulos, o cientista aborda diferentes assuntos e explica, de forma simples, alguns conceitos complexos relacionados com o cosmos.
O propósito do livro é precisamente dar a conhecer a atualidade da ciência em relação ao Universo a todas aquelas pessoas que são “demasiado ocupadas para lerem livros grandes, mas que ainda assim procuram um caminho para o cosmos”.
Tyson abordará as descobertas no campo da astrofísica, desde as mais antigas às mais atuais, e dará resposta a diversas questões relacionadas com: o espaço e o tempo, a vida no nosso planeta, a exploração de exoplanetas, a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, as famosas Leis de Newton… Apesar das várias questões às quais o autor irá responder, existem muitas outras que nos vão sendo colocadas: haverá vida para além do nosso planeta? Será possível existirem universos paralelos? Terá havido algo antes do Big Bang? Estas e muitas outras questões que deixarão o leitor a refletir em relação a tudo aquilo que leu.
De salientar a escrita simples e direta com a qual Tyson aborda cada um dos variadíssimos tópicos presentes no livro. Com um tom informal que aproxima a sua escrita a um diálogo que é estabelecido entre autor e leitor. Tudo isto acompanhado com vários exemplos, do nosso quotidiano, a suportar as explicações do autor. Há ainda espaço para o apurado sentido de humor que Tyson imprime ao seu texto, tornando-o ainda mais apelativo.
Com o propósito de dar a conhecer as mais importantes descobertas científicas aos leigos, Astrofísica para gente com pressa é um livro que pode (e deve) ser lido por qualquer pessoa, desde que esta seja curiosa em relação ao que a rodeia. Precisamente por isso, não posso deixar de recomendar este pequeno livro que constitui um resumo da evolução da ciência, na área da astrofísica, e que certamente despertará a mente e curiosidade do leitor.


Paulo Silva,12º CT1